domingo, 30 de junho de 2013

FESTIVAL DE DANÇA PRÊMIO DESTERRO SELECIONA COREOGRAFIAS



271 trabalhos do Brasil e do exterior passaram à segunda etapa de inscrição

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A organização do Prêmio Desterro 2013 – 4° Festival de Dança de Florianópolis recebeu em sua primeira fase de inscrição 407 coreografias provenientes de Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Chile. Foram aprovadas 269, número recorde no evento, o que acarretou na inédita ampliação do cronograma de apresentações, anteriormente planejado para três horários. “Este ano, a maioria dos trabalhos veio com muita qualidade. Como novidade, teremos duas sessões extras”, antecipa o diretor executivo Carlos Eduardo de Andrade.

lém das selecionadas, mais duas coreografias já tinham vaga garantida como parte da premiação de grupos que venceram festivais parceiros. Seguindo o acordo, automaticamente, os bailarinos poderiam participar do Prêmio Desterro com um trabalho no gênero e com a quantidade de componentes que desejasse, sem necessidade de avaliação e pagamento de taxas. Portanto, ao todo, estão elencados 271 espetáculos, entre os nove gêneros competitivos: 28 balés clássicos, 43 balés clássicos de repertório, 70 danças contemporâneas, 17 danças populares, 32 danças urbanas, 11 danças de salão clássicas, 13 danças de salão contemporâneas, 45 de jazz e 12 sapateados. Por subgênero, são 67 solos femininos, 39 solos masculinos, 52 duos, oito trios e 105 conjuntos (a partir de quatro integrantes).
 
Diferente das edições anteriores, quando só havia as categorias adulto e júnior, os candidatos foram divididos em três faixas etárias: adulto, que continua a receber bailarinos a partir dos 18 anos; sênior, criada para migrar do antigo nível júnior quem tem entre 14 e 17 anos; e júnior, cuja idade mínima foi reduzida para 12 anos. Desta forma, ingressaram 175 coreografias na categoria adulto, 72 na sênior e 23 na júnior. “O campo da dança júnior é muito vasto e bastante procurado. Precisamos atender a demanda do mercado”, explica Daniel Pozzobon, também diretor do festival. Conforme Carlos Eduardo, “sem dúvida, o objetivo foi alcançado. Fica claro, quando observamos o numero de inscritos”.

Os aprovados, agora, devem confirmar sua participação até o dia 15 de julho, efetuando o pagamento da taxa de inscrição e enviando os demais documentos exigidos. O festival será realizado de 16 a 18 de agosto, no Teatro Ademir Rosa, no Centro Integrado de Cultura (CIC), oferecendo aos vencedores troféus, premiação total de R$ 22 mil em dinheiro, inscrição automática na edição de 2014 e, ainda, vagas no Passo de Arte – Competição Internacional de Dança, em Indaiatuba (SP), e para a etapa brasileira do Youth America Grand Prix (YAGP), em São Paulo.

Balanço
 
A comissão selecionadora, que avaliou os trabalhos por meio de vídeo, foi composta pelos dançarinos, professores e coreógrafos Ralph William, diretor da Cia. Street Evolution e idealizador do Meeting Hip Hop School & Festival, de São Paulo; Lars van Cauwenbergh, bailarino clássico belga radicado em Jundiaí (SP), com formação na Europa e carreira nos cinco continentes; Tindaro Silvano, premiado em companhias de balé clássico do Brasil e da Europa, instrutor e jurado em diversos festivais nacionais e internacionais, de Belo Horizonte; Daniel Pozzobon, diretor executivo do Prêmio Desterro, cofundador e ex-presidente da Associação Catarinense de Dança de Salão, de Florianópolis; e Bia Mattar, diretora artística do Prêmio Desterro, formada em dança clássica, com incursões pelo jazz e contemporâneo e especializada em sapateado, de Florianópolis.
 
Segundo Tindaro, jurado em todas as edições anteriores, “houve um crescimento enorme dos balés clássicos. Há bailarinos muito bem preparados”. Na opinião de Daniel, “o evento ganhou prestígio. Com isso, aumentou o interesse de outros estilos que não tinham tanta participação. Sem esquecer esta grande parceria com o YAGP” – que permite escolher até quatro candidatos para concorrer em São Paulo a vagas na etapa final em Nova Iorque. “O evento poderá dar um passo à frente no que diz respeito a incentivar jovens talentos a continuar seus estudos em boas escolas no Brasil e exterior”, completa o coreógrafo mineiro.
 

Para Bia, que analisou todas as coreografias inscritas, são “trabalhos muito bons tecnicamente e com alto grau de expressividade artística. Os gêneros clássico, contemporâneo e danças urbanas virão com muita qualidade e competitividade”. Quanto à dança de salão, separada ano passado em dois gêneros distintos – fato inédito no País e visto positivamente pelos bailarinos –, “podemos esperar muitos trabalhos originais com novas propostas para o palco, principalmente na dança de salão contemporânea”, garante Daniel.