SANTA CATARINA NA FITCATARATAS

Quem circulou pela Feira de Negócios e Turismo do Festival Internacional de Turismo Cataratas (FITCataratas), em Foz do Iguaçu (PR), se encantou com o espaço montado por divulgar as potencialidades de Santa Catarina. Com um estande ampliado, o dobro do tamanho da edição anterior, o estado reuniu cerca de 70 coexpositores, entre municípios, regiões turísticas e empresários do trade, com foco na promoção de destinos e geração de negócios. A participação reforçou o posicionamento estratégico de Santa Catarina no mercado paranaense, um dos principais emissores de turistas para o estado, além de ampliar a visibilidade junto a operadores e agentes internacionais, especialmente de países como Argentina, Paraguai e Uruguai. (Para ver todas as fotos do evento CLIQUE AQUI).

Segundo a secretária de Estado do Turismo, Catiane Seif, o evento tem papel fundamental na consolidação do destino. “O Paraná é um estado vizinho e um dos maiores emissores de turistas para Santa Catarina. Viemos com um estande maior e com forte representatividade para mostrar que o estado pode ser visitado o ano todo, nas quatro estações, com experiências diversas e para todos os públicos”, afirma. A secretária também destaca a infraestrutura e a conectividade do estado. “Temos voos regulares para São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, além de novas conexões com Pernambuco e Salvador. No mercado internacional, estamos ligados aos países do Mercosul e também à Europa, com voos via Lisboa”, cita. Entre os diferenciais apresentados estão as múltiplas vocações turísticas do estado, que incluem enoturismo na serra, turismo de bem-estar, parques aquáticos, gastronomia, turismo de luxo, natureza e opções voltadas à terceira idade. “Santa Catarina oferece experiências completas, com segurança”, ressalta Catiane.

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EXPERIÊNCIAS & CULTURA

Além da presença institucional, o estande catarinense também valorizou as experiências turísticas diferenciadas. Um dos destaques foi a participação da Bier Skald, de Brusque (SC), que leva ao evento uma proposta interativa inspirada na cultura viking. “Criamos uma dinâmica chamada ‘brinde aos deuses’, que estimula a participação do público de forma divertida e competitiva. É uma forma de apresentar nossa experiência cervejeira de maneira imersiva”, explica o gerente Guilherme Waldrich. A casa oferece degustações harmonizadas em um ambiente temático que remete a elementos como pedra, ferro, couro e madeira. Outro destaque é o município de Treze Tílias, conhecido como a cidade mais austríaca do Brasil. Representando o destino, Gladis Ansiliero enfatiza o potencial cultural e gastronômico. “Trouxemos um pouco da nossa cultura, com gastronomia típica, licores, cervejarias artesanais e apresentações de dança. É como vivenciar a Áustria dentro do Brasil”, afirma. A cidade também se destaca pelo turismo cervejeiro, com quatro cervejarias artesanais e a rota Bier Tour, além de estrutura consolidada para receber visitantes. Localizada a cerca de 2h30 de Chapecó, Treze Tílias recebe turistas principalmente do Paraná, com fácil acesso rodoviário e oferta de hospedagem e restaurantes.

FÓRUM INTERNACIONAL DE TURISMO
Com o patrocínio da Itaipu Binacional, a 20ª edição do Fórum Internacional de Turismo do Iguassu foi encerrada nesta última sexta-feira (12), em Foz do Iguaçu (PR), consolidando-se como um dos principais espaços de produção e difusão do conhecimento científico em turismo no Brasil. Realizado durante o Festival Internacional de Turismo Cataratas (FITCataratas), o evento ultrapassou, em 2026, o maior número de participantes de sua história, com mais de mil inscritos. Nesta edição, foram organizados 11 grupos temáticos, que receberam 241 trabalhos submetidos. Ao todo, foram realizadas 465 avaliações envolvendo artigos científicos, resumos expandidos, relatos de experiência e ensaios teóricos. O fórum contou ainda com a participação de representantes de 40 universidades e pesquisadores provenientes de todas as regiões brasileiras, abrangendo 26 estados. Além da cerimônia de premiação, o encerramento incluiu uma mesa-redonda sobre a “Transformação Digital e Inteligência Artificial: o futuro das profissões e destinos turísticos”, e uma palestra sobre o Observatório Nacional do Turismo Sustentável. Outro momento de destaque foi a entrega do livro do Fórum Internacional de Turismo do Iguassu de 2025 aos membros do Comitê Científico do evento. A publicação, intitulada “Práticas Inovadoras em Turismo”, reúne estudos e experiências voltados ao avanço do conhecimento na área. Organizado pelo Instituto para o Desenvolvimento do Turismo e Projetos Estratégicos (IDESTUR), pela Universidade Estadual Paulista (UNESP) e pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), o fórum teve apoio de universidades de todo o país. A iniciativa contou com patrocínio da Itaipu Binacional e apoio da Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu. (Para ver todas as fotos do evento CLIQUE AQUI)

INDICAÇÕES GEOGRÁFICAS
Produtos que carregam história, identidade e tradição chamaram a atenção dos visitantes da Feira de Turismo e Negócios do 21º Festival Internacional de Turismo Cataratas (FITCataratas). De embutidos típicos a acessórios produzidos com couro de peixe e doces herdados da imigração europeia, as Indicações Geográficas (IGs) têm se consolidado como ferramentas capazes de impulsionar o turismo e criar experiências para os visitantes. Reconhecidas pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), as Indicações Geográficas identificam produtos ou serviços cuja qualidade, reputação ou características estão diretamente relacionadas à sua origem. O Paraná é atualmente o estado brasileiro com o maior número de registros desse tipo: são 26 IGs reconhecidas. No estande de Prudentópolis, localizado na região Centro-Sul do estado, os visitantes encontram um convite para conhecer a tradição ucraniana à mesa. A cidade, que acumula os reconhecimentos como Ucrânia Brasileira, Terra das Cachoeiras Gigantes e Capital da Oração do Paraná, apresenta ao público do evento um de seus maiores símbolos gastronômicos: a Cracóvia de Prudentópolis. Produzida desde a década de 1960 por descendentes de ucranianos, a Cracóvia conquistou, em janeiro de 2025, o registro de Indicação Geográfica na modalidade Indicação de Procedência. O embutido é elaborado com carne suína nobre, selecionada manualmente a partir do miolo do pernil fresco, temperada com especiarias. Após a preparação, passa por um processo de defumação em lenha que dura entre sete e oito horas.

IDENTIDADE CAIÇARA
Brincos, colares, chaveiros, porta-cartões e broches confeccionados com couro de peixe também despertam a curiosidade de quem visita o estande de Pontal do Paraná, município localizado no litoral do estado. A cidade conquistou, em maio de 2026, a mais recente Indicação Geográfica do Paraná, tornando-se a primeira do Brasil reconhecida para produtos feitos com couro de peixe. O registro valoriza o trabalho baseado no aproveitamento sustentável das peles provenientes da pesca artesanal e na preservação dos conhecimentos da cultura caiçara. Além do artesanato, Pontal do Paraná traz para degustação o Cambira, prato típico preparado à base de peixe defumado, pirão e banana-da-terra, que aguarda o reconhecimento do INPI. As tradicionais tortas de Carambeí, nos Campos Gerais, também ganharam espaço no FITCataratas durante o Pitch de Negócios promovido pelo Sebrae Paraná. A tradição foi trazida pelos imigrantes holandeses e é mantida na região desde 1911. Reconhecidas como patrimônio cultural e gastronômico do município, as tortas receberam a certificação de Indicação Geográfica em janeiro deste ano. A Associação dos Produtores de Tortas de Carambeí (APTC) é composta por quatro empresas dedicadas à preservação desse legado centenário.

FOZ DO IGUAÇU – PROMOÇÃO INTERNACIONAL

Durante a abertura do FitCataratas, Foz do Iguaçu anunciou o lançamento de uma grande campanha de promoção internacional com o objetivo de ampliar ainda mais sua presença nos principais mercados emissores de visitantes. O anúncio foi feito pelo secretário municipal de Turismo, Jin Bruno. Segundo o secretário, 2025 foi marcado por sucessivos recordes em praticamente todos os indicadores do setor. De janeiro a dezembro, Foz registrou crescimento no fluxo de turistas nacionais e internacionais, além de resultados expressivos na ocupação hoteleira e na movimentação dos principais portões de entrada do destino, como aeroporto e rodoviária. u. O desempenho positivo também é observado nos principais atrativos turísticos da cidade. As Cataratas do Iguaçu, segundo atrativo mais visitado do Brasil, registraram crescimento de aproximadamente 25% em fevereiro deste ano na comparação com o mesmo período anterior. O Parque das Aves, que recebe mais de um milhão de visitantes por ano, apresentou aumento superior a 30%, enquanto o Marco das Três Fronteiras alcançou crescimento próximo de 60%.

TRABALHO CONJUNTO
Para Jin Bruno, os resultados são consequência de um trabalho conjunto entre poder público, iniciativa privada e entidades do setor turístico. O secretário destacou ainda a evolução das políticas públicas voltadas ao turismo no Paraná, ressaltando a importância da criação de uma estrutura governamental dedicada exclusivamente ao segmento. “Hoje temos uma política pública de turismo consolidada, com planejamento, investimentos e foco em resultados. Isso tem transformado o Paraná e, especialmente, Foz do Iguaçu”, disse. A iniciativa conta com apoio de parceiros estratégicos, entre eles a Itaipu Binacional, e integra uma série de ações voltadas à consolidação do destino como uma das principais referências turísticas da América do Sul. Apesar dos números expressivos já alcançados, o secretário acredita que Foz do Iguaçu ainda possui amplo espaço para crescimento. Segundo ele, os investimentos contínuos em infraestrutura, novos atrativos e promoção turística devem permitir que a cidade explore todo o seu potencial nos próximos anos. “Estamos vivendo um momento extraordinário, mas ainda temos muito a avançar. A união entre o poder público, a iniciativa privada e todos os atores do turismo continuará impulsionando o desenvolvimento do destino. Nosso potencial está longe de ser totalmente explorado”, concluiu.

ESPÍRITO DE UNIÃO

Já Paulo Paulo Angeli, CEO do FitCataratas, ressaltou o espírito de união que caracteriza o trade turístico. “Nós somos uma grande família”, afirmou, destacando que os profissionais do setor trabalham de forma integrada para aperfeiçoar a hospitalidade, o atendimento e o desenvolvimento dos destinos turísticos. Ao falar sobre Foz do Iguaçu, o executivo demonstrou entusiasmo e paixão pelo destino. Angeli destacou o Parque Nacional do Iguaçu e as Cataratas do Iguaçu, uma das Sete Maravilhas Naturais da Natureza, além da Itaipu Binacional. Segundo ele, “Foz do Iguaçu é uma referência mundial”, reunindo atrativos reconhecidos internacionalmente e uma das maiores geradoras de energia renovável do planeta. Angeli também chamou atenção para outros ícones do destino, como o Marco das Três Fronteiras e o Parque das Aves. Sobre o Marco, ressaltou que o local simboliza a integração regional. “Os rios não separam os países. Eles unem os países”, afirmou. Ao comentar a evolução do turismo local, Angeli lembrou a trajetória do Parque das Aves, que se transformou em uma referência internacional em conservação e visitação. O executivo destacou como novos atrativos ajudaram a ampliar a oferta turística da cidade ao longo dos anos. Sobre a feira, Angeli comemorou a grande participação do público e afirmou que a presença de visitantes de diferentes regiões demonstra a força do evento. “Isso demonstra que o evento realmente chama a atenção do turismo da América do Sul”, disse.

AGENTE DE IA NA HOTELARIA

De fato o próximo hóspede pode não visitar o site do hotel, não comparar tarifas manualmente e nem enviar uma mensagem pedindo disponibilidade. Em um cenário cada vez mais próximo, quem fará boa parte desse caminho será um agente de inteligência artificial, capaz de pesquisar, comparar preços, verificar disponibilidade, interpretar políticas de cancelamento e conduzir a jornada de reserva em nome do viajante. A afirmação é de Diego Corrêa, cofundador e Diretor de Marketing & Vendas da HSystem. Para ele, a hotelaria já viveu outras grandes mudanças quando demorou a se adaptar aos novos canais digitais. As OTAs ocuparam espaço porque muitos hotéis demoraram a estruturar presença online. Depois, novas camadas de busca, comparação e metabusca ampliaram a intermediação. Agora, os agentes de IA podem criar um novo canal de influência sobre a decisão do viajante. Portanto, a escolha de um hotel vai além de estrutura, localização ou preço. Na hotelaria, a memória do hóspede é construída ao longo de toda a jornada, desde o primeiro contato até o pós-estada. É a forma como o hotel se comunica, apresenta seus diferenciais e entrega a experiência. Referências de mercado e exemplos práticos mostram que posicionamento e consistência são fatores decisivos para gerar valor percebido e conexão com o público. Ser memorável não é sobre um único momento, mas sobre como cada detalhe reforça a experiência como um todo.

TRABALHO MEDÍOCRE

Em mais uma série de declarações fortes, o CEO da Latam, Jerome Cadier, chamou de “medíocre” o trabalho do setor de turismo brasileiro e atacou a reforma tributária, caracterizando-a como uma “bomba atômica”. As falas ocorreram durante um evento promovido pelo Grupo Lide ontem em São Paulo. “Se individualmente cada um de nós acha que faz um trabalho bom, coletivamente, o setor do turismo do Brasil, para tomar emprestada a palavra que o João [Doria, presidente do Grupo Lide] usou na abertura, faz um trabalho medíocre“, afirmou o CEO da Latam. Antes da fala de Cadier e dos outros líderes das companhias aéreas, Doria usou a palavra “medíocre” ao citar o número de visitantes internacionais no Brasil. Ele afirmou que o país teve seis milhões de turistas estrangeiros em 1987 e que agora mal chega a 6,5 milhões. Esses números, porém, estão equivocados. De acordo com dados oficiais do governo, o Brasil recebeu cerca de dois milhões de visitantes internacionais em 1987, e alcançou a marca de nove milhões no ano passado. Trata-se, portanto, de uma alta de 350%, e não de uma estabilidade. O número de seis milhões foi registrado em meados da década passada. A fala de Cadier, por sua vez, estava relacionada à falta de união na iniciativa privada para o crescimento do setor e ao contexto atual do mercado: os custos de operação, o cenário com a reforma tributária, a dificuldade de interlocução com o governo sobre o tema e obstáculos gerais para o avanço do segmento no país.

POLÍTICAS DE LONGO PRAZO

Entre essas barreiras, o executivo citou a falta de políticas de longo prazo e o foco em discussões “pequenas”, como o limite de bagagem. Além disso, destacou o dado de que o Brasil tem 0,5 passageiro por habitante em um ano, abaixo da média da América Latina (0,68). Em 2025, o país registrou um número recorde de 130 milhões de passageiros em voos nacionais e internacionais. Sobre a reforma tributária, as empresas aéreas argumentam que o Imposto de Valor Agregado (IVA) de 26,5% vai encarecer as passagens. Neste sentido, a Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata) fala em uma redução de 30% na demanda no país. O CEO da Latam alegou que, sem mudanças na reforma tributária, a Latam terá de pagar R$ 6 bilhões em impostos, contra uma cifra atual de R$ 2 bilhões. E essa conta chegará ao passageiro. “Não é a Latam que paga o imposto. A Latam repassa o imposto, que quem paga é o cliente, é quem está voando. Isso [R$ 6 bilhões] é só a Latam. Soma Gol, Azul, soma todo o setor do turismo. Vai ser impossível a gente sobreviver. A reforma tributária, se a gente não mudar, é um desastre”, declarou o executivo. Segundo Cadier, o setor paga entre 9% e 10% de impostos nas operações domésticas e é isento no mercado internacional. E o melhor caminho, na opinião dele, seria manter esse nível de taxação, evitando a elevação para 26,5%.

BOMBA ATÔMICA

“Apesar de a reforma tributária ser boa no Brasil, e ela é necessária, e a intenção por trás da reforma tributária é impecável – e acho que é difícil questionar isso -, quando se aplicou a alguns setores, [tornou-se] uma bomba atômica”, destacou. Em uma linha parecida, o CEO da Azul, John Rodgerson, disse que a tributação em cima do setor aéreo “é a coisa mais burra que você pode fazer”, ao falar sobre o efeito cascata da reforma tributária. O executivo estima que cerca de 10 milhões de pessoas devem deixar de viajar neste ano, com impacto especialmente sobre a classe média. “São 10 milhões a menos de pessoas no Uber, de pessoas no restaurante, nas pousadas, que estão comprando queijo na praia”, afirmou Rodgerson. Governo estuda formas de aliviar efeitos da reforma tributária no setor aéreo Em meio às discussões e à pressão do setor aéreo, o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) defendeu, no mês passado, uma regulamentação específica da reforma tributária para o setor aéreo. O foco está na ampliação da aviação regional no Brasil. O principal eixo da iniciativa, segundo o MPor, é o uso de toda a malha aérea operada por uma determinada empresa, e não apenas trechos isolados, como critério para acesso à redução de 40% sobre os tributos IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), previstos na reforma tributária, cuja soma resulta no chamado IVA Dual. Nesse modelo, de acordo com o ministério, são consideradas empresas aéreas regionais aquelas cuja operação contemple 50% da oferta de assentos dedicados a rotas regionais. Ainda não há uma definição sobre o tema.

NOVOS CORTES
Cabe ressaltar que a Azul, hoje, é a pior e a mais cara companhia aérea do Brasil. Além disso é a que mais cancela trechos. Inicia um voo hoje para determinado lugar e em seguida cancela (exemplo disso era Florianópolis Foz do Iguaçu/Florianópolis, em voos diretos). Dessa forma, a Azul corre atras do lucro, avaliando novos ajustes em sua malha aérea. Segundo John Rodgerson, a companhia já reduziu cerca de 5% de sua operação em 2026 e poderá realizar novos cortes caso o preço do querosene de aviação permaneça elevado. Em entrevista à Exame, o executivo afirmou que as análises estão concentradas especialmente nas rotas do interior do país, onde os custos operacionais são mais sensíveis ao aumento do combustível. Segundo ele, a empresa tem priorizado a redução de frequências e o redimensionamento das aeronaves antes de considerar a suspensão de destinos. De acordo com o C EO, os voos regionais são os mais afetados pelo cenário atual. Isso porque, além do combustível representar uma parcela maior dos custos, o abastecimento em cidades do interior costuma ser mais caro do que nos grandes centros. “Talvez tenha cidade que possa sumir do mapa. Talvez tenhamos que suspender operações. Até agora não suspendemos nenhuma cidade, mas ajustamos frequências e utilização de aeronaves”, afirmou o executivo à Exame.

OFERTA E DEMANDA

A estratégia da companhia tem sido adaptar a oferta à demanda. Em algumas rotas, aeronaves maiores estão sendo substituídas por modelos de menor capacidade, enquanto outras tiveram redução no número de voos diários. Rodgerson destacou ainda que o setor aéreo global vem promovendo cortes de capacidade diante da disparada dos custos provocada pela guerra no Oriente Médio. Segundo ele, se os preços permanecerem elevados, parte dos passageiros poderá deixar de viajar devido ao aumento das tarifas. Apesar do cenário desafiador, o CEO afirmou que a Azul segue com planos de expansão pontuais, incluindo o recebimento de novas aeronaves da Embraer e cargueiros destinados às operações logísticas da Amazon no Brasil.

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